quinta-feira, 5 de setembro de 2019

10 brincadeiras simples para desacelerar as crianças com TDAH


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade pode apresentar comportamentos marcados pela desatenção ou agitação (hiperatividade). Muitas crianças com TDAH representam desafio para professores e até a própria família. Os adultos não sabem qual brincadeira incluir o pequeno, principalmente para deixá-las mais calmas. O artigo de hoje vai mostrar 10 atividades que podem ser usadas com seus filhos ou alunos. Confiram abaixo:

JOGOS DE MEMÓRIA

O jogo da memória é excelente por estimular habilidades como o pensamento, a memorização, a identificação de figuras; o estabelecimento do conceito de igual e diferente; a orientação espacial, entre outros.

PINTURA E ARGILA

Brincadeiras com pintura e argila proporcionam às crianças com TDAH a oportunidade de se expressarem por outros meios que não sejam necessariamente a comunicação verbal. Pintura e argila também colaboram com a autoconfiança, pois não há nenhuma abordagem adequada ou errada em utilizar os materiais.

MONTAR BLOCOS

Muitos de nós já brincamos com aqueles famosos blocos de construção. Isso faz muito bem. Vale dizer que crianças com TDAH podem ter dificuldade de completar algumas tarefas, trazendo consequentemente frustrações e impaciência. Os brinquedos de montar são fáceis de usar e têm peças que possibilitam o manuseio. Importante notar que isso ajuda as crianças a criarem uma estrutura única em um tempo curto, o que pode ajudá-la a adquirir confiança.

PRÁTICA DE ESPORTES

Crianças com TDAH devem praticar esporte. Melhor ainda quando praticados coletivamente. Os pequenos gastam muita energia e aprendem a obedecer regras; a seguir orientações, etc.

LEITURA

Nada melhor que praticar a leitura com seus filhos. É aconselhável que vocês escolham livros com letras grandes e frases curtas, além de optar por aqueles que tenham muitas figuras, histórias curtas e interessantes para atrair o pequeno. Isso ajuda seu pequeno a permanecer mais concentrado por muito mais tempo. Livros com conteúdo lúdico são altamente indicados.

LIVROS  PARA COLORIR

O que veio para suprir a ansiedade dos adultos pode também ter grande utilidade para as crianças com TDAH. Esses livros são excelentes para desacelerar a impulsividade, além de ser uma ótima terapia e sem contra-indicações.

MONTAR QUEBRA-CABEÇA

O quebra-cabeça é uma brincadeira que desafia a inteligência da criança com TDAH e as demais que vivem sem o transtorno. Deve-se ressaltar que a atividade estimula o pensamento lógico, a composição e decomposição de figuras, discriminação visual, atenção e a concentração.

ADIVINHAÇÃO

A adivinhação é responsável por estimular uma série de aspectos: pensamento lógico, o reconhecimento do todo por uma parte, a dedução, a atenção, a observação, a nomeação e a discriminação visual. Os pequenos podem descobrir, por meio da atividade, que poderão alcançar resultados mais satisfatórios, sobretudo se fizerem perguntas mais objetivas.

MORTO-VIVO

Brincar de morto-vivo é fundamental para estimular a concentração e o controle da impulsividade do pequeno, além de ser muito divertido.

ESTATUA

Assim como a atividade acima, a brincadeira de estátua também é ótima para a atenção e o controle do impulso. As crianças passam a desenvolver essas habilidades.
 

sábado, 31 de agosto de 2019

Pais Especiais

- Somos aqueles que choraram oceanos quando teve a certeza das batalhas que seu filho enfrentaria.

- Somos aqueles que se despedaçou e reuniu seus próprios cacos para erguer seu filho e caminhar no meio de tantas duvidas.

- Somos aqueles que abandonam as suas próprias vidas para lutar pela vida e desenvolvimento dos nossos filhos.

- Somos aqueles que muitos torcem o nariz, que somos apedrejados com comentários idiotas quando nosso filho esta em crise em publico.

- Somos aqueles que não tem uma noite de sono tranquilo, ou um dia tranquilo.

- Somos aqueles que se preocupam com a morte. tendo a certeza que seu filho ficará sozinho, sem que ninguém faça por ele o que você foi capaz de fazer a vida inteira.

- Somos aqueles que dizem sermos pais especiais por causa das necessidades dos nossos filhos.

Mas na realidade cada vez que você chama um pai ou mãe de uma criança especial, assim, você joga em seu colo uma responsabilidade e a certeza de que..." você é especial, você da conta". Sendo que em nenhum momento da vida  ganhamos superpoderes, saúde extra, milagre da multiplicação, pilula da saciedade e de energia para não precisar dormir nunca mais. E ao mesmo tempo... o mundo te vira as costas, as pessoas somem. O máximo que você vai receber é um "Oi" pelas redes sociais e mais nada.

Você não tem ninguém pra desabafar e dizer que dói. Que não sabe como fará para dar conta e não surtar ao mesmo tempo, mas vc consegue, afinal você é uma mãe / pai especial.

 

Mãe / pai especial, ganhamos esse selo, que na realidade deveria se chamar de selo da solidão. Porque você vai ficar sozinho, você vai ver as pessoas se afastarem, você vai ver a realidade, a verdade de como sempre foi.

Somos aqueles que choram pelos cantos e ao mesmo tempo temos que ter forças para lidar com a solidão e o preconceito.

Somos os pais que adoecem, sem poder adoecer.

Portanto se um dia souber que alguém é mãe ou pai de uma criança com necessidades especial. Não chame ela (e) de Pai especial e nem a diga que ela dará conta. Mude isso, faça  melhor!

- Diga: - Eu estou contigo, conte comigo!

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

  A utilização da música como recurso ao desenvolvimento infantil vem sendo abordada por diversos autores, por apontar benefícios no que se refere à melhoria do bem estar físico, emocional, mental e social de cada indivíduo.
  Desta forma, ter um educador musical nas escolas de educação infantil, incentivando esta prática de forma séria e consciente pode ser um grande diferencial para o desenvolvimento geral e musical das crianças, promovendo assim integração e inclusão dos alunos.
   É sabido que as competências musicais desenvolvem-se com a prática regular, sendo orientada em contextos de respeito, valorizando e estimulando cada aluno. Assim, o modelo positivo do professor ou de alguma criança que tenha as noções de ritmo e afinação mais aguçadas, poderão incentivar aqueles que ainda não se apropriaram destes quesitos.
  Penso ser importante que as aulas de música sejam realizadas sempre que possível em roda, com todos sentados ou em pé de forma que todos possam ver, ouvir e se colocar, de maneira que não haja hierarquia e que os alunos se sintam acolhidos e iguais diante daquela aula.
  O vínculo entre professor e aluno deve ser o fio condutor na Educação Infantil. Através de uma relação espontânea, independente da diferença de idade e das habilidades de cada um, esta relação se torna saudável e instigadora de novos interesses, promovendo diariamente o aprofundamento de novos assuntos.
  Podemos afirmar que aprendemos as coisas quando há afeto envolvido. Afeto não no sentido de beijos e palavras doces mas no sentido de afetar. Ter como compromisso transformar o outro, desafiando, abrindo caminhos e dando sustentação. Para isso acontecer, este processo se inicia na preparação das aulas e nas escolhas pedagógicas e metodológicas de cada um, assim como em pequenos aspectos como o tom de voz, o carinho e as conversas informais. Assim, se percebe que transformamos o outro e somos transformados nas miudezas que vão além de toda a tecnologia pedagógica atual.

https://www.instagram.com/olhar_pedagogico/

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

TEA - TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA



DEFINIÇÃO:

  Segundo o dicionário, autismo significa a polarização privilegiada do mundo, dos pensamentos, das representações e sentimentos pessoais, com perda em maior ou menor grau, da relação com os dados e as exigências do mundo circundante. (https://www.google.com/search?q=autismo).  Ou seja, é um transtorno de desenvolvimento grave que afeta o sistema nervoso e prejudica a capacidade de se comunicar e interagir.
   O TEA (Transtorno do Espectro Autista) não é uma doença, não existe uma cura, mas há tratamentos que ajudam nessa condição gradativamente, como por exemplo: neurologistas, neuropsicólogos, psiquiatras (em alguns casos), fonoaudiólogos, neurologista, TO (Terapia Ocupacional). Com tratamento adequado, a pessoa com autismo pode ter uma vida normal, na medida do possível.
   Lembrando que para cada grau (ou nível) de autismo há um tratamento diferente. Vale ressaltar também que cada autista difere de outro. Cada um com seu gosto, seu jeito, suas limitações e logicamente, cada um com seu tratamento. Mas isso não quer dizer que ser autista é ficar apenas deitado, ou estar constantemente em um estado vegetativo; esse pensamento é puramente preconceituoso. Um autista vai além das expectativas, fazem coisas magníficas que nem podemos imaginar. São capazes de realizar trabalhos tecnológicos, ótimo aprendizado em muito pouco tempo de estudo, alunos que surpreendem os professores e os superam; ótimos cozinheiros, jogadores, enfim, são ótimos em tudo que se empenham a fazer.
  Geralmente a pessoa recebe o diagnóstico de autismo entre 1 ¹/2 e 3 anos, mas os primeiros sinais podem aparecer já nos primeiros meses de vida.
  Ainda não se conhece as causas do autismo, por outro lado, estudiosos acreditam que haja predisposição genética, outros acreditam que seja causado por infecções dadas durante a gestação, além de fatores ambientais, como a poluição; e até mesmo a má alimentação durante a gestação.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Como lidar em situações que seu filho "normal" começa a fazer perguntas sobre crianças deficientes?





Gostaria de começar as postagens aqui no nosso blog com um assunto tanto quanto constrangedor para algumas mães. Para isso, trago aqui um texto com umas dicas simples, mas bastante eficazes de como lidar nessa situação. Espero que vocês aproveitem bastante.

"Imagine a seguinte situação: uma mãe X está no mercado, dividindo sua atenção entre o filho - que tem alguma deficiência - e a escolha dos tomates, quando, de repente, escuta uma voz infantil: “mãe, por que ele baba?”. Ou “mãe, por que ele faz esse barulho?”.
A mãe X se vira e vê, ao mesmo tempo, uma criança apontando para o seu filho e uma mãe Y desesperada, puxando a criança na direção contrária, ralhando com ela, e dizendo coisas como “não diga isso!” ou “falamos disso em casa”.
Se você já foi a mãe Y em algum momento, eu te digo que há formas melhores de reagir, por mais envergonhada que vc esteja.

Anota aí:

1. Em 1º lugar, não fuja com seu filho.
Quando você faz isso, passa várias mensagens pra ele: que ele deve temer a outra criança, que não devíamos estar no mesmo espaço, que ele deve se afastar. Tolere o seu desconforto e tente fazer desse limão uma limonada.

2. Peça desculpas se achar que seu filho foi rude.
Alguns comentários espontâneos podem machucar mesmo sem a intenção. Se você acha que esse foi o caso, diga “Me desculpe. Meu filho estava curioso a respeito do seu filho e não soube se expressar bem”.

3. Apresente-se à mãe e à criança. Encoraje seu filho a fazer o mesmo.
Mesmo que a criança não responda, provavelmente, a mãe vai responder. E você já quebrou o gelo aí.

4. Ache algo em comum para mostrar ao seu filho que ali há só outra criança.
Comentários aleatórios como “olha, filho, que carrinho legal ele tem” ou “filha, o tênis dela é de princesa como o seu” já ajudam a estabelecer essa similaridade. Afinal, criança é criança, sempre há coisas em comum, e é isso que você deve ressaltar.

5. Em casa, converse sobre diversidade de forma positiva.
Explique, de forma simples, que todos somos diferentes, de várias cores e tipos. Uns andam com as pernas e outros com uma cadeira. Uns aprendem a falar mais cedo e outros mais tarde. Uns fazem barulhinhos pra se expressar. E que é isso que dá graça ao mundo.

6. Por fim, que tal pensar um pouco na diversidade com a qual seu filho convive? Mesmo que o seu círculo pessoal não seja lá muito diverso, sempre há vídeos, livros e situações em que você pode expô-lo à diversidade de forma positiva.❤”

Autor Desconhecido.